Com o compromisso de promover uma cultura organizacional mais participativa, humana e voltada ao bem-estar coletivo, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou, nesta sexta-feira (15), os resultados da Pesquisa de Qualidade de Vida no Trabalho, realizada junto a mais de 600 membros e servidores da instituição.
A pesquisa foi conduzida pela Comissão de Prevenção a Situações de Risco à Saúde Mental e Qualidade de Vida no Trabalho, e marca mais um passo em direção a uma gestão baseada na escuta ativa, no respeito e no fortalecimento dos vínculos institucionais. A cerimônia de apresentação contou com a presença do Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior; da Procuradora-Geral Adjunta de Justiça Legislativa, Camila Augusta Calarge Doreto; e do consultor Sandro Infantini, sócio-diretor do Grupo Arquitetura Humana.
Durante a abertura do evento, o PGJ destacou que o sucesso da instituição está diretamente ligado ao engajamento de todos os que a integram. “Cada um coloca um tijolinho; cada um de vocês faz essa instituição crescer, cumprindo seu papel. O MPMS é uma máquina gigantesca, e é com engajamento e sentimento de pertencimento que entregamos resultados. Esse é um esforço coletivo que transcende gestões”, afirmou.
Ele reforçou a importância do cuidado com a saúde mental e da criação de canais diretos com a Administração, que facilitam o diálogo e aproximam a gestão dos servidores. “Já iniciamos essa escuta desde o início da gestão. A formalização de canais diretos com a Procuradoria-Geral e com a Comissão de Saúde Mental reforça essa cultura de aproximação e acolhimento”.
A PGJ Adjunta Legislativa, Camila Augusta Calarge Doreto, Presidente da Comissão responsável pela pesquisa, ressaltou o caráter coletivo e estratégico do processo. “Agradeço a todos os que participaram, responderam à pesquisa e contribuíram com esse diagnóstico. Foi um trabalho construído desde 2023, com o envolvimento de toda a comissão e apoio da Administração Superior. Agora, temos dados concretos para embasar as decisões e já estamos em fase de contratação de uma empresa especializada para atendimento psicológico, mapeamento de riscos psicossociais e promoção do bem-estar”.
Ela também destacou que a pesquisa confirmou percepções já identificadas ao longo dos últimos anos, como a urgência de fortalecer a comunicação interna e a escuta institucional. “Sentimos, por meio das respostas, a necessidade de ampliar os espaços de fala. Por isso, criamos canais no SiMP para contato direto com o PGJ e com a Comissão. Queremos, de fato, ouvir cada integrante da nossa instituição”.
Responsável técnico pela condução da pesquisa, Sandro Infantini apresentou a metodologia e os principais resultados. Segundo ele, o índice de engajamento do MPMS supera as médias de organizações públicas e privadas em todo o país: “Esse resultado reflete um vínculo emocional forte com a instituição. Mas, tão importante quanto o engajamento, é identificar os fatores que o sustentam. Não basta corrigir os itens com nota mais baixa. Precisamos agir onde há alta relevância para o público e impacto direto na motivação”.
Entre os pontos destacados por Sandro, estão: alinhamento entre os valores institucionais e pessoais, orgulho pelo trabalho realizado, e a qualidade do ambiente de trabalho — este último, apontado como eixo com maior potencial de melhoria. “Revisar valores, reforçar uma comunicação clara e evidenciar comportamentos que traduzem os princípios da instituição são ações fundamentais. E mais: é preciso manter o que já funciona bem. O que está positivo também deve ser protegido”, completou.
Ele também alertou para os altos índices de esgotamento emocional observados em diversas gerações no ambiente de trabalho, agravados pela sobrecarga informacional e pela natureza fluida das relações profissionais atuais: “A resiliência precisa ser trabalhada individualmente e coletivamente. Precisamos de espaços de acolhimento, escuta e autocuidado. Não é apenas uma questão de saúde institucional, é uma necessidade humana”.
A apresentação dos dados foi acompanhada por uma fala de encerramento de Romão Avila Milhan Junior, que reforçou a relevância da iniciativa. “Não podemos ignorar aquilo que já é percebido por quase 90% dos nossos integrantes. Precisamos continuar evoluindo, especialmente no que diz respeito ao ambiente de trabalho. O sentimento de pertencimento, o orgulho e a identificação com a missão institucional são os pilares que nos fazem entregar o nosso melhor à sociedade sul-mato-grossense”.
Com o evento híbrido (presencial e virtual) o MPMS consolida sua atuação como instituição comprometida não apenas com a entrega de resultados, mas com o cuidado, a escuta e o desenvolvimento contínuo de seus membros e servidores. A cultura de gestão participativa, reforçada por dados e ações concretas, avança como marca da atual gestão.
Texto: Karla Tatiane
Fotos: Decom / MPMS
Revisão: Fabrício Judson
Fonte: Ministério Publico MS
























