O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) realizou, na tarde desta terça-feira (3), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, o evento “Mapa do caminho para a sustentabilidade do MPMS”, reunindo membros e servidores para discutir o papel da instituição na proteção ambiental e na adoção de práticas sustentáveis.
Promovida pela Escola Superior do Ministério Público (ESMP), a iniciativa marcou a primeira ação educacional do ano voltada à temática ambiental e teve como um dos principais objetivos apresentar o diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa da instituição, além de incentivar a construção de uma cultura organizacional alinhada à sustentabilidade.
Na abertura, o diretor-geral da ESMP, Promotor de Justiça George Zarour Cezar, destacou a relevância do evento para o fortalecimento da atuação institucional na área ambiental, ressaltando o papel dos servidores e o histórico de ações formativas desenvolvidas pela Escola.
Representando o Procurador-Geral de Justiça, a Secretária-Geral do MPMS, Promotora de Justiça Ludmila de Paula Castro Silva, enfatizou que a iniciativa consolida um trabalho já desenvolvido pela instituição ao longo dos últimos anos. Segundo ela, projetos como o Carbono Zero evidenciam o compromisso institucional com a redução e a neutralização das emissões de gases de efeito estufa. A promotora também ressaltou que a sustentabilidade deve ser entendida como uma responsabilidade coletiva.
A Promotora de Justiça Ana Rachel Borges de Figueiredo, integrante do Núcleo Ambiental, destacou a importância do momento como oportunidade de aprendizado e reforçou a contribuição do Promotor de Justiça Luciano Loubet na disseminação de conhecimentos na área ambiental.
Na sequência, Loubet ministrou palestra sobre o regime jurídico do mercado de carbono aplicado à administração pública, abordando o cenário das mudanças climáticas e os desafios enfrentados pelas instituições públicas. Durante a exposição, destacou o agravamento da crise climática, a intensificação de eventos extremos e as principais fontes de emissão de carbono no Brasil, como o desmatamento, a agropecuária, o setor energético e os resíduos.
O Promotor de Justiça ressaltou também o papel do MPMS como agente climático, destacando que ações institucionais, como o combate ao desmatamento, o encerramento de lixões e a recuperação de áreas degradadas, contribuem diretamente para a redução das emissões. Também chamou a atenção para a necessidade de fortalecimento de práticas sustentáveis no âmbito interno da instituição.
A programação incluiu, ainda, a apresentação do diagnóstico ambiental do MPMS, com levantamento das emissões institucionais de gases de efeito estufa e definição de estratégias voltadas à redução e compensação ao longo dos próximos anos.
Durante o evento, o servidor Anderson Teodoro apresentou resultados já alcançados pela Comissão de Meio Ambiente, da instituição. Na ocasião, a diretora da Secretaria de Administração do MPMS, Nádia de Moura Mattos Motta, lançou oficialmente o desafio “Cada Folha Conta”, que, nesta edição, abrangerá a Capital e o interior, com meta de redução do consumo de papel nos próximos seis meses.
O evento demonstra o alinhamento do MPMS às diretrizes nacionais de governança ambiental e evidencia o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade socioambiental.
Texto: Karla Tatiane
Foto: Decom/MPMS
Fonte: Ministério Publico MS





















