MPMS lança Censo de Saúde Mental para fortalecer ações institucionais de cuidado

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Reforçando as ações voltadas à promoção da saúde mental no ambiente de trabalho, a Comissão de Situações de Risco à Saúde Mental e Qualidade de Vida no Trabalho do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) lançou, nesta segunda-feira (27), o Censo de Saúde Mental do MPMS. A iniciativa tem como objetivo identificar possíveis indicadores de risco psicossocial e subsidiar a adoção de medidas preventivas e estratégias institucionais de cuidado.

Na abertura do evento, a Procuradora-Geral Adjunta de Justiça e presidente da Comissão, Camila Augusta Calarge Doreto, ressaltou que a saúde mental vem sendo uma pauta de atenção no MPMS e que a realização do Censo surge como um instrumento para nortear ações futuras voltadas ao fortalecimento da saúde mental no ambiente de trabalho. “Esse levantamento vai nos trazer elementos fundamentais sobre os fatores de risco psicossociais existentes dentro do MP e, a partir dos resultados, conseguiremos compreender a realidade com mais profundidade e orientar nossas ações e condutas, sempre tendo como base a escuta qualificada e o cuidado com a pessoa”.

Em seguida, a presidente da Comissão destacou que a discussão sobre saúde mental tem passado por um importante deslocamento, deixando de ser compreendida apenas como um tema individual para assumir um caráter institucional e coletivo. “Hoje, a saúde mental deixa de ser uma questão individual para se tornar uma responsabilidade institucional, que envolve todos nós. Por isso, a participação de cada um é essencial. Trata-se de uma ferramenta totalmente confidencial, para que todos possam responder com tranquilidade e segurança”, afirmou Camila.

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A apresentação do Censo de Saúde Mental foi conduzida pelo psicólogo clínico‑organizacional Fábio Camilo, pesquisador e especialista em Soluções Corporativas da Vittude, plataforma voltada à promoção da saúde e do bem‑estar, responsável pela coleta e pela análise dos dados do levantamento. “É fundamental compreender que, quando falamos de saúde mental, não estamos nos referindo apenas à ausência de doenças, mas à capacidade de lidar com as adversidades, de seguir produtivo e de continuar contribuindo com a instituição”.

O psicólogo ainda enfatizou que o mundo caminha para um cenário em que os transtornos mentais tendem a se tornar a principal causa de afastamento do trabalho, em nível global. Considerando esse contexto, em que um número expressivo de pessoas já enfrenta algum grau de sofrimento psíquico, é natural que essa realidade também esteja presente no ambiente de trabalho.

“O lançamento deste Censo reforça um trabalho que a instituição já vem desenvolvendo e fortalece o movimento de retirar a saúde mental no trabalho do lugar de tabu. Ao mesmo tempo, a coleta de dados é essencial para subsidiar as ações, permitindo identificar áreas, fatores e indicadores que sinalizam alertas e orientam intervenções mais assertivas”.

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O Censo

O Censo de Saúde Mental do MPMS é uma iniciativa institucional voltada à compreensão do cenário de saúde mental no ambiente de trabalho, com foco na identificação de fatores de risco psicossociais. A pesquisa busca mapear percepções, experiências e condições relacionadas ao bem-estar emocional dos integrantes da instituição, contribuindo para uma leitura mais ampla e estruturada da realidade organizacional.

Ao reconhecer que a saúde mental vai além da ausência de transtornos e envolve a capacidade de lidar com desafios, relações e demandas do cotidiano laboral, o levantamento se propõe a apoiar decisões mais qualificadas e estratégicas.

A coleta e a análise dos dados são realizadas pela plataforma Vittude, especializada em saúde mental e bem-estar corporativo, garantindo confidencialidade e segurança das informações. A partir dos resultados, o MPMS poderá identificar áreas sensíveis, tendências e indicadores que auxiliem no planejamento de ações preventivas, programas de cuidado e políticas institucionais voltadas à promoção da qualidade de vida no trabalho.

Voltado a membros, servidores, residentes e estagiários, o Censo também reforça o entendimento de que a saúde mental é uma responsabilidade coletiva e um tema que deve ser tratado de forma contínua, transparente e baseada em evidências.

Responda ao Censo aqui.

Texto: Maurício Aguiar
Imagem: Decom/MPMS
Revisão: Rejane Sena

Fonte: Ministério Publico MS

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