MPMS abre 22ª Feira do Artesão Livre e reforça protagonismo do trabalho prisional na ressocialização

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A 22ª Feira do Artesão Livre começou nesta terça-feira (25) e segue até a quinta-feira (27), no Fórum de Campo Grande. A iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 50ª Promotoria de Justiça, apresenta o resultado dos trabalhos de privados de liberdade no estado de MS.

O projeto conta com a parceria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Conselho da Comunidade e do Instituto Ação pela Paz.

Em torno de 400 produtos, como guirlandas, chinelos, tapetes de crochê, bolsas, panos de prato, sousplats, toalhas de chá bordadas, pesos de porta, quadros, entre outros, estão expostos à venda nesta edição. 30% do lucro retorna para os artesãos participantes, enquanto o restante é destinado à compra de materiais para as próximas exposições.

Coordenada pela Promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin, a ação completa 11 anos de trabalho, que agora, além de Campo Grande, se expande para todo o Estado.

“Nosso objetivo é colocar as pessoas privadas de liberdade para aprenderem um ofício e, principalmente, para sair do presídio transformadas. Já me perguntaram: ‘Mas será que eles vão trabalhar com artesanato quando deixarem a prisão?’ Essa não é a nossa ótica principal. Sabemos que uma jornada de mil quilômetros começa com o primeiro passo, e talvez o primeiro passo seja dar oportunidade para que aprendam algo, percebam que podem ser úteis e que conseguem transformar matéria-prima em algo admirado. Esta exposição, tão diversa, mostra isso”, pontuou a Promotora de Justiça.

Ela destacou a união de esforços de instituições e pessoas que fazem muito mais do que suas funções exigem.

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“Esses dias, ouvi algo muito interessante: a maior ousadia que podemos ter é um coração cheio de esperança. Que a gente continue ousando. Que no ano que vem estejamos juntos novamente, enfrentando muitas batalhas de bastidores — que vocês nem imaginam — mas que superamos por amor”, finalizou a Promotora de Justiça.

A ação apresenta trabalhos artesanais confeccionados por pessoas privadas de liberdade do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), Instituto Penal Campo Grande (IPCG), Centro de Triagem Anísio Lima (CTAL), Presídio de Trânsito de Campo Grande (Ptran), Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto, Aberto e Assistência à Albergada de Campo Grande (EPFRSAAA-CG), Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi (EPFIIZ) e os dos municípios de São Gabriel do Oeste, Jateí e Três Lagoas.

O Chefe de Gabinete da Agepen, Luiz Rafael de Melo Alves, destacou a missão institucional do projeto.

“O modo de recuperação e valorização daqueles que trabalham, bem como a disponibilização dos produtos para que terceiros possam adquiri-los, faz parte da nossa missão institucional. É com muita satisfação que participamos desta feira e mantemos essa parceria. Esperamos continuar fortalecendo esse trabalho, sempre com a colaboração de todos, especialmente dos policiais penais envolvidos, que complementam esse momento tão importante. Estamos muito alegres por estarmos aqui novamente e esperamos que, ao longo desses dias comemorativos, muitas vidas sejam impactadas. Que todos possam adquirir bastantes produtos e apoiar esse processo tão significativo”, disse.

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O servidor do TJMS Bruno Carvalho aproveitou a feira para garantir pano de prato.

“Eu acho muito importante essa iniciativa, nesse processo de ressocialização dessas pessoas que estão privadas de liberdade. Então por isso eu estou aqui também, para incentivar essa iniciativa do Ministério Público, e de todo o pessoal que está fazendo esse trabalho que é muito importante”, destacou.

Texto: Danielle Valentim
Fotos: Decom

Fonte: Ministério Publico MS

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