Em Sete Quedas, MPMS instaura procedimento para implementar Rede de Atenção Psicossocial no município

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Diante da ausência de uma política pública estruturada para saúde mental, em contraposição ao número crescente de casos e à demanda reprimida, a 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas instaurou procedimento administrativo para acompanhar a efetivação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no município. O processo é essencial para garantir assistência eficaz à saúde mental da população, conforme a Lei nº 10.216/01 e as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação teve início a partir de uma inspeção realizada em uma casa de acolhimento de idosos em Sete Quedas, onde, na ocasião, foi constatada uma série de irregularidades na entidade, o que também revelou a inexistência da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no município. A coordenação da entidade informou que o Conselho Municipal do Idoso não tem funcionamento regular. Essas constatações motivaram a instauração da notícia de fato, que evoluiu para o atual procedimento administrativo.

Reuniões e providências

Durante reunião realizada na Promotoria de Justiça de Sete Quedas, com a presença do Promotor de Justiça Substituto Felipe Rocha Vasconcellos de Freitas Pinheiro, do Prefeito, da Procuradora do Município e do Secretário de Saúde, o município esclareceu que, atualmente, os atendimentos de saúde mental são realizados pelas unidades básicas de saúde, com encaminhamento para telemedicina.

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Casos mais complexos são direcionados ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Ponta Porã, e crises são atendidas no hospital municipal, com posterior encaminhamento para Paranaíba e para o Hospital Psiquiátrico em Campo Grande. Os agentes comunitários de saúde realizam atendimentos domiciliares para monitoramento e identificação de demandas.

Apesar dessas ações pontuais, o Ministério Público entende que ainda não há, de fato, uma rede estruturada e articulada nos moldes da RAPS, que assegure o cuidado integral e em regime de continuidade aos usuários. A criação e efetivação da Rede são vistas como essenciais para promover a reabilitação psicossocial, assegurar o acesso universal e a participação da comunidade nos processos de cuidado.

Como encaminhamento, o município se comprometeu a apresentar, no prazo de 60 dias, um plano de ação detalhado voltado ao fortalecimento da rede de saúde mental, com foco no acompanhamento pós-reabilitação e na organização de fluxos assistenciais. A proposta deverá contemplar medidas práticas para consolidar a RAPS em Sete Quedas, com base nos princípios da territorialização, da intersetorialidade e da atenção humanizada.

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Diante do compromisso assumido, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) decidiu manter o procedimento administrativo em curso, com o objetivo de fiscalizar a execução das medidas e assegurar que a população tenha acesso a um cuidado em saúde mental digno, qualificado e contínuo.

Texto: Alessandra Frazão
Imagem: Banco de Imagens
Revisão: Fabrício Judson

Referência processual: nº 09.2025.00008361-0

Fonte: Ministério Publico MS

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