O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) reafirmou seu compromisso com a promoção da igualdade e a defesa dos direitos dos povos originários ao participar, nesta sexta-feira (17/4), da 27ª edição da Feira Indígena Cultural (FIC), realizada na Escola Municipal Sulivan Silvestre Oliveira – Tumune Kalivono, localizada na Aldeia Urbana Marçal de Souza, em Campo Grande.
Representando a instituição, a Promotora de Justiça Substituta Dafne Prado Sabag estabeleceu um canal direto de diálogo com a comunidade e lideranças locais. A iniciativa visa consolidar uma atuação dialógica por parte do Ministério Público, priorizando a escuta atenta e o respeito absoluto aos territórios tradicionais.
Durante o evento, a Promotora reuniu-se com a diretora da escola, Maria Elisa Vila Maior e com o Cacique Josias Jordão Ramires para apresentar o trabalho do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Nupier) do MPMS. Durante o encontro, foi debatida a importância da implantação de “Círculos de Paz” nas aldeias.
Segundo a Promotora de Justiça Substituta Dafne Sabag, os Círculos de Paz servirão como uma ferramenta para conhecer as demandas básicas da comunidade.
“O Ministério Público vem em uma vertente de escuta, se fazendo presente nos territórios com respeito para entender as demandas locais. A ideia é que as forças públicas sejam vistas pela comunidade como protetoras, substituindo um histórico de relações litigiosas por uma aproximação baseada no diálogo”, destacou a Promotora.
Próximos Passos: Piracuá
A experiência na Aldeia Marçal de Souza serve como prelúdio para ações em outras comunidades. No próximo dia 25, o MPMS levará a metodologia dos Círculos de Paz à Aldeia Piracuá. A pedido da liderança local, o foco principal será o enfrentamento à violência doméstica, além do suporte a projetos de justiça restaurativa que já tramitam em âmbito federal.
A Celebração da Cultura Terena
A participação do MPMS ocorreu em meio às celebrações do “Abril Indígena”. A 27ª FIC, com o tema “As vivências e os desafios da EM Sulivan para o cultivo da língua terena na comunidade urbana”, apresentou o trabalho pedagógico dos alunos, que incluíram apresentações das danças típicas Kîpa’e (bate-pau) e Siputrña.
A escola “Tumune Kalivono” (Criança do Futuro) desempenha um papel fundamental na preservação da identidade indígena em contexto urbano, oferecendo o ensino da língua materna e artes tradicionais em sua matriz curricular, servindo como ponto estratégico para a atuação social e jurídica do Ministério Público.
Texto: Danielle Valentim
Revisão: Rejane Sena
Foto: Decom
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Fonte: Ministério Publico MS





















