Danos ambientais causados por javalis em nascentes do Rio Mimoso levam MPMS a instaurar procedimento em Bonito

publicidade

Com o objetivo de proteger as nascentes do Rio Mimoso, a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Bonito tornou público um procedimento administrativo com o objetivo de acompanhar a implementação de medidas de controle da espécie exótica javali-europeu (Sus scrofa) e seus cruzamentos na região.

O acompanhamento tem como foco as nascentes, visando à preservação ambiental e à manutenção dos recursos hídricos estratégicos do município.

Estudos técnicos e manifestações recebidas do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e da Câmara Municipal de Bonito motivaram o procedimento. Os documentos evidenciaram a presença significativa de javalis em propriedades locais, causando assoreamento, revolvimento do solo e degradação das Áreas de Preservação Permanente (APP).

O relatório técnico também apontou redução do volume de água nas nascentes e comprometimento da recarga hídrica.

Durante vistorias realizadas entre julho e agosto de 2025, servidores do Imasul constataram impactos severos em pontos estratégicos do Rio Mimoso e do Córrego Taquara. Em algumas áreas, o pisoteio e a movimentação dos javalis provocaram turvação da água e consumo de plantas cultivadas, enquanto em outras propriedades, devido à geografia local e ao cercamento, a presença da espécie invasora foi mínima ou inexistente.

Leia Também:  MPMS marca presença no Congresso "Precedentes em Foco" e fortalece papel estratégico com a criação do LUME

Medidas solicitadas

O MPMS solicita informações detalhadas a órgãos estaduais e municipais, incluindo Imasul, Polícia Militar Ambiental, Ibama e Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sobre ações de manejo, controle populacional, fiscalizações, planos de recuperação de áreas degradadas e políticas públicas para conter a proliferação do javali europeu.

A instituição estabeleceu prazo de 30 dias para o envio das respostas, garantindo acompanhamento sistemático das medidas adotadas.
Entre os objetivos do procedimento estão a proteção das APPs, a recuperação de áreas degradadas, a preservação da fauna e flora nativas e a manutenção da qualidade e quantidade da água do Rio Mimoso, importante para turismo, agricultura e abastecimento local.

O MPMS destaca que a proliferação descontrolada de javalis representa risco à biodiversidade, à sustentabilidade das atividades econômicas e à segurança hídrica da região.

A atuação envolve não apenas monitoramento, mas também articulação com órgãos públicos e privados para implementação de políticas públicas efetivas de manejo de espécies invasoras.

Texto: Alessandra Frazão
Imagem: Laudo de vistoria
Revisão: Frederico Silva

Número dos autos no MPMS: 09.2025.00011660-6

Leia Também:  MPMS ajuíza ação contra distribuidora de energia elétrica para garantir fornecimento regular em assentamento de Nioaque

Fonte: Ministério Publico MS

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide