Podcast MPMS aborda transplante de órgãos no MS e reforça a importância do diálogo familiar

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Nesta edição do podcast institucional do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a convidada é a Coordenadora da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET/MS), Claire Carmem Miozzo, que falou sobre o papel e a estrutura do órgão, bem como sobre os transplantes de órgãos no Estado. O episódio de hoje foi apresentado pela Promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo de Apoio Especial à Saúde, Daniela Cristina Guiotti.

Durante a conversa, a Coordenadora do CET/MS apresentou a estrutura do órgão, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES), responsável por gerenciar e fiscalizar todas as atividades de doação e transplante no Estado, atendendo tanto os serviços públicos quanto privados autorizados pelo Ministério da Saúde. Claire Miozzo destacou ainda que mais de 90% dos transplantes realizados no Brasil são custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que cobre as avaliações pré-transplante, o ato cirúrgico, o acompanhamento pós-operatório e os medicamentos de uso contínuo ao longo da vida, e todo processo de doação dos órgãos é financiado pelo SUS.

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A Coordenadora também conta que a fila para transplantes de órgãos no Estado é única e transparente, sendo assim, o paciente pode acompanhar a sua posição na fila para o transplante. Além disso, para que um transplante seja realizado, a equipe médica analisa o tipo sanguíneo, tamanho do órgão, características do doador e urgência médica do receptor. Entre os procedimentos realizados no Estado estão os transplantes de fígado, rim, medula óssea, tecido musculoesquelético (ossos) e córnea.

Claire Miozzo reforçou a importância de que a decisão de ser doador de órgãos seja comunicada à família ainda em vida, pois a autorização para a doação deve ser dada por parentes de até segundo grau. Embora exista a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aido), registrada em cartório, a confirmação da família continua sendo necessária no momento do falecimento. Em Mato Grosso do Sul, a recusa familiar chega a 60%, muitas vezes por desconhecimento da vontade do falecido, o que reforça a necessidade de diálogo prévio com os familiares sobre o tema.

Este e outros episódios do Podcast MPMS estão disponíveis no YouTube e no Spotify.

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Texto: Maurício Aguiar
Foto: Decom/MPMS
Revisão: Fabrício Judson

Fonte: Ministério Publico MS

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