Projeto do Vereador Marquinhos Trad que garante Transparência nos contratos da prefeitura avança na Câmara e segue para aprovação em plenário

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O Projeto de Lei nº 11.934/2025, de autoria do vereador Marquinhos Trad, avançou em primeira discussão na Câmara Municipal de Campo Grande e agora segue para segunda votação em plenário. Caso seja aprovado, o texto será encaminhado para sanção da prefeita.

A proposta é objetiva: garantir que contratos administrativos, convênios, acordos e instrumentos congêneres já encerrados permaneçam disponíveis no Portal da Transparência por, no mínimo, cinco anos após o término da vigência ou da prestação de contas. Além disso, determina que os documentos estejam acessíveis de forma gratuita, irrestrita, sem exigência de cadastro e em formato pesquisável (OCR), permitindo consulta e download integral.

A proposta nasceu de uma situação concreta enfrentada por Marquinhos, durante atividade de fiscalização, a equipe do vereador buscou contratos públicos encerrados e constatou que eles não estavam mais disponíveis no Portal da Transparência.

Ao questionar formalmente por meio do e-SIC, não houve resposta. Posteriormente, foi informado que documentos estariam sendo retirados do portal para economia de espaço no datacenter municipal.

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Para Marquinhos Trad, essa justificativa revela falha de planejamento administrativo. “Documento público não é descartável. Ele não perde importância quando o contrato termina. Muitas vezes, a fiscalização começa justamente após o encerramento”, destacou no resumo de sua fala.

O que o projeto garante na prática?
De forma didática, a lei estabelece que:

Contratos e seus aditivos continuem acessíveis mesmo após o término;
Processos licitatórios, justificativas, relatórios de execução e prestações de contas permaneçam disponíveis;
O acesso seja simples, eletrônico e sem burocracia;
A informação não dependa de ofícios ou pedidos formais para ser consultada.
O prazo de cinco anos está alinhado ao período em que órgãos de controle, como Tribunal de Contas e Ministério Público, podem atuar para apurar responsabilidades, garantindo efetividade ao controle social.

O projeto não cria novos custos obrigatórios, não invade competência do Executivo e não altera contratos ou procedimentos administrativos. Ele apenas organiza e regulamenta a forma como a transparência deve ser garantida de maneira permanente.

Com a aprovação em primeira votação, o projeto avança para a segunda discussão. Para o autor, trata-se de uma medida técnica, institucional e de interesse público.

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Agora, a expectativa é que os vereadores confirmem o apoio na segunda votação e que, posteriormente, o Executivo sancione a proposta. O que está em debate não é posição política, mas o direito do cidadão de ter acesso permanente e fácil aos documentos que envolvem o dinheiro público.

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Kaio Venze
Assessoria de Imprensa do Vereador

Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande MS

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