Uma articulação construída entre o vereador Landmark Rios (PT), a SPU/MS (Superintendência do Patrimônio da União), o ministro Guilherme Boulos e os deputados federais Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT), além da deputada estadual Gleice Jane (PT), garantiu 352 novas moradias para Campo Grande por meio do Minha Casa, Minha Vida Entidades. Desse total, 208 unidades serão destinadas a famílias da comunidade Cidade dos Anjos, uma das ocupações que ganhou visibilidade a partir da Audiência Pública das Favelas realizada na Câmara Municipal.
A conquista envolveu uma rede de parceiros formada pelo Governo Lula, Ministério das Cidades, SPU nacional e estadual, pelo ex-superintendente da SPU/MS, Thiago Botelho, pelo atual superintendente Robson Lubas Arguelho, pela coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Edymar Fernandes, Abílio Borges, além das entidades de habitação popular, do Conssol (Sistema Cooperativo de Habitação Solidária), presidido por Auro da Silva, e de Renata Amarílio Gimenez e Camila Alves, lideranças comunitárias que acompanharam a luta das famílias.
A conquista faz parte do novo anúncio do Governo Federal para contratação de moradias via entidades urbanas e rurais. Em Mato Grosso do Sul, o programa contemplou 709 unidades urbanas e 1.248 unidades rurais, ampliando o acesso à moradia popular em diferentes regiões do Estado.
Em Campo Grande, a distribuição prevista inclui 208 casas para famílias ligadas à comunidade Cidade dos Anjos, do Lageado, no residencial Águas de Lindóia, na região da Vila Nasser. Outras 144 unidades habitacionais para o residencial Pouso Seguro, com local ainda em análise. Novos encaminhamentos devem ser divulgados conforme o andamento do processo junto aos órgãos responsáveis.

Para Landmark, a conquista é resultado de uma caminhada coletiva, iniciada com a escuta das comunidades e fortalecida por articulação política junto ao Governo Federal.
“Essa conquista não caiu do céu. Ela começou quando as comunidades vieram para dentro da Câmara, na Audiência Pública das Favelas, e disseram com coragem que Campo Grande não podia mais esconder suas ocupações, suas favelas e suas famílias sem moradia. Depois disso, seguimos cobrando, articulando, levando o ministro Boulos até a Cidade dos Anjos, indo a Brasília, dialogando com a SPU, com o Governo Federal, com Vander e Camila. Hoje, ver 352 casas garantidas para Campo Grande é uma vitória da luta popular”, afirmou Landmark.
O vereador destacou que as 208 unidades destinadas às famílias da Cidade dos Anjos representam dignidade para moradores que há anos aguardam uma resposta do poder público.
“Quando a gente fala em casa, não está falando só de parede e telhado. Está falando de segurança, de endereço, de dignidade, de uma criança ter onde dormir com tranquilidade e de uma família deixar de viver na incerteza. Essas casas são resultado da luta das comunidades e do compromisso do Governo Lula com quem mais precisa”, completou.
Landmark também fez questão de agradecer aos parceiros que participaram da construção da conquista.
“Quero agradecer ao presidente Lula, ao ministro Guilherme Boulos, ao Ministério das Cidades, à SPU nacional, ao Thiago Botelho, que iniciou esse processo à frente da SPU/MS, ao Robson Lubas, que hoje dá continuidade a esse trabalho, à Edymar Fernandes, às entidades habilitadas, aos deputados federais Vander Loubet e Camila Jara, e à deputada estadual Gleice Jane. Sem essa soma de esforços, essa vitória não teria chegado às famílias de Campo Grande”, afirmou.

Caminho começou na Audiência das Favelas
A articulação ganhou força após a Audiência Pública das Favelas, realizada por iniciativa do mandato de Landmark, que reuniu moradores, lideranças comunitárias, movimentos sociais, entidades e representantes do poder público para discutir a situação das comunidades, ocupações e áreas irregulares da Capital.
A audiência deu visibilidade à realidade de famílias que vivem sem infraestrutura adequada, sem regularização fundiária e sem garantia plena do direito à moradia. A comunidade Cidade dos Anjos foi uma das que tiveram suas demandas apresentadas durante o processo.
No dia 5 de fevereiro, durante visita de Guilherme Boulos a Mato Grosso do Sul, Landmark levou o ministro até a comunidade Cidade dos Anjos. Na ocasião, apresentou a situação das famílias e pediu apoio para viabilizar uma agenda nacional em defesa da moradia popular na Capital.
Uma semana depois, no dia 10 de fevereiro, Landmark esteve em Brasília para reunião com Boulos e representantes da SPU, onde voltou a defender a destinação de áreas e projetos habitacionais para atender famílias em situação de vulnerabilidade em Campo Grande.
Renata: “É um sonho em meio ao desespero”
Moradora da Cidade dos Anjos, Renata Amarílio Gimenez afirmou que a notícia das 208 moradias representa esperança para famílias que vivem há anos em situação de vulnerabilidade.
“Representa para nós da comunidade, vou falar em nome da comunidade inteira, um sonho sendo realizado. É um sonho em meio ao desespero. Esses dias, muitos barracos molharam, muitas famílias ficaram sem colchão, molhou coberta, molhou roupa. É um sonho sendo realizado para toda a comunidade. A comunidade toda está sem palavras. A única palavra que nós podemos falar hoje é gratidão”, afirmou.
Renata destacou que a comunidade está há quase seis anos no local e que a entrada do mandato de Landmark ajudou a dar visibilidade à realidade das famílias.
“Estamos aqui há quase seis anos e só agora, no ano passado, começou essa luta. Tivemos o vereador que entrou na comunidade e olhou para nós de um jeito especial. Através dele vieram outros. Tem muita gente envolvida, e eu posso esquecer nomes, então agradeço a todos que se colocaram à disposição para ajudar cada um de nós”, disse.
Para a moradora, a participação de Landmark foi decisiva para que a comunidade fosse vista de outra forma.
“A participação do vereador Landmark foi o primeiro passo. Foi através dele que outros começaram a vir. Ele foi o primeiro a olhar para nós diferente. A participação do vereador Landmark é muito importante para nós, e nós temos um carinho imenso por ele, porque foi através dele que fomos vistos de outra forma”, afirmou Renata.

Thiago Botelho: “Essas 352 casas têm relação direta com a luta do vereador Landmark”
O ex-superintendente da SPU/MS, Thiago Botelho, que iniciou as articulações enquanto esteve à frente do órgão no Estado, destacou que a conquista das moradias está ligada à retomada das políticas habitacionais pelo Governo Lula e à valorização dos movimentos sociais.
“O Minha Casa, Minha Vida Entidades é o Governo Lula fortalecendo a habitação. Quando falamos em Minha Casa, Minha Vida Entidades, estamos falando que movimentos sociais e entidades que lutam pela terra vão construir casas. Isso é uma forma de valorizar os movimentos sociais e entender que moradia é direito. Essa política só existe em governos do PT”, afirmou.
Thiago também ressaltou a atuação de Landmark na pauta da moradia.
“Enquanto estive à frente da SPU, o Landmark sempre esteve presente na luta por moradia. Agora, das unidades urbanas destinadas a Mato Grosso do Sul, Campo Grande recebe 352casas. Essas 352 estão diretamente relacionadas ao vereador Landmark. Quando Boulos esteve em Campo Grande, havia a reivindicação da Cidade dos Anjos, e o vereador Landmark pleiteou junto ao ministro moradia para aquelas famílias. Na oportunidade, eu estava na SPU e dissemos: temos área e temos edital aberto, vamos contemplar”, explicou.
Segundo Thiago, a destinação para a região do Jardim Lindóia representa uma vitória importante para famílias da Cidade dos Anjos.
“Hoje temos uma vitória importante a partir das lutas do movimento, do Landmark, do ministro Boulos e do Governo Lula. Essas famílias terão moradia em uma área nobre, com infraestrutura, na região do Jardim Lindóia. Outras áreas serão divulgadas em breve”, afirmou.
Ele também destacou o papel das entidades, da SPU e dos deputados federais Vander Loubet e Camila Jara.
“Não podemos deixar de destacar a Edymar, que encaminhou o edital, e o trabalho da SPU. Mato Grosso do Sul foi o Estado que mais destinou casas da União. A SPU daqui é referência em nível nacional. São 705 casas, quase 600 em áreas da União em todo o Estado. E também foi fundamental a ajuda do deputado Vander Loubet e da deputada Camila Jara. Sem eles, não teríamos conseguido chegar a esse resultado”, completou.
Edymar Fernandes destaca luta das entidades e das comunidades
A coordenadora nacional do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Edymar Fernandes, afirmou que a seleção das moradias representa uma conquista histórica para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul.
“Nós estamos muito felizes, exitosos, porque esse importante programa, o Minha Casa, Minha Vida Entidades Urbano nas terras da União, para a gente tem um significado muito forte. É muita conquista e vitória em cima da luta que foi feita ao longo da história do MNLM, da minha história, dos conselheiros, dos conselhos de direito e do fórum de participação e democratização das terras da União, que é uma luta histórica do movimento e dos parceiros aqui no Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Segundo Edymar, a conquista só foi possível por meio da organização coletiva dos movimentos, entidades, técnicos e parceiros políticos.
“O início de tudo isso se deu com a participação do movimento social popular, com a unidade dele, com o esforço coletivo dos técnicos, do Landmark, do Vander, das pessoas que nos ajudaram e do ministro Boulos, que esteve nesse território conosco na época em que veio aqui para uma agenda do Governo Federal”, explicou.
Ela também agradeceu ao Governo Lula, ao Ministério das Cidades, à SPU e às lideranças da Cidade dos Anjos.
“A gente quer agradecer ao presidente Lula, ao esforço do Ministério das Cidades, ao esforço dos parceiros da SPU estadual e nacional e de todos que contribuíram com isso. Mas, especialmente, queremos celebrar com a liderança tão sofrida lá da Cidade dos Anjos, com a Camila e com a Renata, que são lutadoras que têm segurado aquele povo naquele local insalubre, porque é o que eles podem fazer enquanto não têm moradia”, destacou.
Edymar explicou que a entidade participou do edital cumprindo as exigências burocráticas do programa e contando com apoio técnico do CHAT-MS.
“Nós participamos do edital, dentro do ritual que é bem burocrático, mas nós temos o corpo técnico do CHAT-MS, que é um coletivo de habitação que ajudou a fazer esse projeto. Conseguimos colocar no sistema, cumprir todo o ritual, solicitamos as terras da União e conseguimos”, afirmou.
A coordenadora também citou o papel do Conssol, entidade habilitada para viabilizar as moradias.
“Eu sou coordenadora nacional do MNLM, Movimento Nacional de Luta pela Moradia, e sou membro titular do Fórum de Participação e Democracia. A entidade habilitada, que está dentro do CHAT-MS, é o Conssol, Sistema Integrado de Economia Solidária, presidido pelo Auro da Silva, que foi habilitado para fazer essas moradias para a Cidade dos Anjos”, completou.

Robson Lubas: “Resultado de hoje foi plantado no passado”
Atual superintendente da SPU/MS, Robson Lubas Arguello explicou que os anúncios do Governo Federal envolvem tanto a destinação de imóveis da União para função social quanto novas contratações do Minha Casa, Minha Vida Entidades, nas modalidades urbana e rural.
“Na semana passada houve dois anúncios. Na quinta-feira, foi o anúncio dos imóveis da União, que tem a ver com as destinações da SPU para fins sociais. Falamos em 1.900 imóveis em nível nacional entregues para função social. Mas um imóvel, às vezes, pode atender 500 famílias. Na sexta-feira, o presidente fez o anúncio do Minha Casa, Minha Vida, em ato público, para entidades urbanas e também do Minha Casa, Minha Vida Rural”, explicou.
Segundo Robson, Mato Grosso do Sul recebeu números expressivos.
“O Mato Grosso do Sul recebeu, via entidades urbanas, 709 casas, e no Minha Casa, Minha Vida Rural chegou a 1.248 unidades. É um número extremamente expressivo. Em nível nacional, a meta era de 51 mil imóveis, mas, com os dois programas, chegamos a 85 mil unidades no Brasil, com mais de R$ 10 bilhões em investimentos na construção de casas. Isso gera emprego, autoestima, renda para as famílias beneficiadas e sensação de pertencimento”, afirmou.
Robson detalhou que, dentro das 709 unidades urbanas destinadas ao Estado, estão as 208 casas ligadas à região da Cidade dos Anjos.
“Dentro das 709 urbanas, está essa demanda que, na época, o professor Thiago Botelho tratou com o vereador Landmark a partir da visita lá na região do Jardim Lindóia. A entidade fez o cadastro depois do prazo, mas, como havia uma meta maior do que o previsto, foi aceito o cadastro para contemplar os moradores. Eles foram oficialmente contemplados com 208 casas”, explicou.
O superintendente também destacou o trabalho iniciado por Thiago Botelho na SPU/MS.
“Acompanhando os números e estando em Brasília, participando das atividades, o que chama atenção é o comprometimento que o Thiago Botelho teve. Claro que o resultado de hoje é algo plantado no passado. A SPU saiu de 16º lugar para o primeiro lugar em nível nacional em destinações. Na gestão, foram mais de R$ 350 milhões em entregas de imóveis para creches, escolas, hospitais e Minha Casa, Minha Vida. O que chama atenção é como ele se comprometeu e levou isso adiante”, afirmou.
Robson reforçou que a atual gestão da SPU/MS dará continuidade ao trabalho de destinação de imóveis públicos para função social.
“A gente segue nessa mesma perspectiva. Temos essa necessidade de entregar, porque colocamos a SPU em um patamar de reconhecimento. Temos o compromisso de continuar mantendo esse índice e essa disposição”, completou.
Vander e Camila foram fundamentais na articulação
Landmark também destacou a importância dos deputados federais Vander Loubet e Camila Jara na conquista das moradias para Campo Grande.
Segundo o vereador, os dois parlamentares foram fundamentais para abrir portas em Brasília, dialogar com o Governo Federal e fortalecer a pauta das comunidades junto aos ministérios e órgãos federais.
“Vander e Camila foram decisivos nessa articulação. Eles entenderam que a luta por moradia em Campo Grande precisava chegar a Brasília com força. Essa conquista mostra a importância de ter deputados federais comprometidos com o povo, com as comunidades e com as políticas públicas do Governo Lula”, afirmou Landmark.
Mandato tem a habitação como prioridade
A conquista das 352 casas se soma a uma série de ações do mandato de Landmark em defesa da habitação popular, da regularização fundiária e da urbanização das comunidades de Campo Grande.
Desde o início do mandato, o vereador tem defendido que a moradia seja tratada como política pública permanente, com orçamento, planejamento e participação popular. Uma das principais propostas apresentadas por Landmark é a destinação de 1% do orçamento municipal para habitação popular, regularização fundiária e urbanização de comunidades.
A proposta busca garantir recursos fixos para enfrentar a realidade de famílias que vivem em ocupações, favelas, áreas irregulares e regiões sem infraestrutura adequada.
Landmark também realizou a Audiência Pública das Favelas, que levou para dentro da Câmara Municipal lideranças comunitárias, movimentos sociais, moradores e entidades para discutir a situação de mais de 200 comunidades, ocupações e favelas existentes na Capital.
O vereador ainda tem acompanhado demandas de comunidades como Cidade dos Anjos, União Faz a Força, AgroVila Campo Orgânico, Nova Esperança e outras regiões que lutam por moradia, regularização, infraestrutura, dignidade e reconhecimento.
Para Landmark, a conquista das novas moradias mostra que a organização popular e a articulação política podem produzir resultado concreto.
“Essa vitória é das famílias, das lideranças, das entidades, da SPU, dos deputados Vander e Camila, do ministro Boulos e do Governo Lula. Nosso mandato entrou nessa luta para ajudar a abrir caminho. Agora vamos seguir acompanhando, fiscalizando e cobrando para que essas casas saiam do papel e cheguem às famílias que mais precisam”, concluiu.




















