Graças ao robusto trabalho do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contra a criminalidade e a corrupção, a marca de mandados de prisão obtidos na Justiça desde 2020 superou 650 casos. Esse volume expressivo é reflexo da atuação de membros e servidores para reprimir as ações ilegais e violentas de lideranças de organizações criminosas e, também, sufocar esquemas ilícitos de desvio de dinheiro que, em verdade, pertencem à coletividade.
O dado considera as operações desenvolvidas por dois grupos estratégicos, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Ambos foram criados para agir de forma estratégica e alicerçada nas mais modernas técnicas de investigação, com o objetivo de cumprir a missão primordial do MPMS: a defesa da sociedade.
A tradução na linguagem dos números mostra que a tarefa está sendo cumprida, como afirmou o Procurador-Geral de Justiça Romão Avila Milhan Junior, em entrevista à TV Morena, nesta quarta-feira (22 de abril).
“Nós tivemos, ao longo dos últimos anos, quase uma centena de operações, com mais de 600 mandados de prisão cumpridos só pelo Gaeco”, enumerou.
Ao todo, entre pedidos do Gaeco e do Gecoc, foram 664 prisões determinadas pelo Judiciário, após investigações que muitas vezes duram meses para angariar um bom conjunto probatório.
Nesse caminho, foram solicitados ao Judiciário, e ordenados, mais de 1,4 mil mandados de busca e apreensão.
Preparo
Segundo o PGJ, a reestruturação das forças internas foi fundamental para esse resultado. Para ele, com os investimentos em inteligência e em desenvolvimento humano, a atuação do MPMS está ainda mais cirúrgica em uma área sensível, a dos investimentos dos recursos públicos, com a fiscalização de contratos públicos.
Somente o Gecoc, entre 2020 e 2026, investigou contratos de mais de R$ 537,1 milhões. “Muitas vezes, a frente de trabalho é direcionada à saúde e à educação, em que é percebido que os desvios e a corrupção estão onde mais a população sente”, pontuou.
Nos últimos dois anos, foram 16 operações em 14 municípios diferentes, demonstrando que a vigilância do MPMS alcança todas as regiões.
Ponto nevrálgico
Coordenador do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Romão Avila Milhan Junior citou a recente aprovação do PL Antifacções durante a conversa com o jornalista Fabiano Arruda, acentuando a posição geográfica que coloca o Estado como um pilar do combate ao crime em todo o país.
“Mato Grosso do Sul é a porta de entrada de grande parte das drogas e armas, não só para o Brasil, mas para o resto do mundo, e precisamos de um olhar da União e do governo federal”, afirmou.
Controle e transparência
Outro tema bastante relevante tratado na entrevista foi o rigor no controle externo da atividade policial, apurando condutas inadequadas e garantindo a legalidade das ações de segurança.
“A nossa força policial do Estado é dotada de homens e mulheres de bem que protegem a sociedade. É lógico que, como em toda instituição, também há desvios e abusos, e estes fatos têm sido investigados pelo Ministério Público por esse grupo específico”, declarou o Procurador-Geral de Justiça.
Os dados apresentados indicam mais de mil notícias de fato relativas a supostos abusos cometidos por agentes de segurança pública apenas no ano de 2025, resultando em 100 procedimentos em curso no Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep).
Posse para nova gestão
No próximo dia 8 de maio, Romão Avila Milhan Junior tomará posse para mais dois anos no comando da Administração Superior do MPMS, após ter o nome referendado entre os pares e confirmado pela nomeação do governador Eduardo Riedel.
Texto: Marta Ferreira
Revisão: Fabrício Judson
Foto: Decom
Fonte: Ministério Publico MS





















