Agepen: mão de obra prisional será empregada na limpeza urbana de Nova Andradina

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A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) firmou um Termo de Cooperação Mútua com a Prefeitura Municipal de Nova Andradina e o Conselho Comunitário de Segurança, com o objetivo de utilizar mão de obra prisional em atividades de serviços gerais e limpeza urbana nas vias públicas do município.

A iniciativa contempla sentenciados que cumprem pena em regime fechado no Estabelecimento Penal de Nova Andradina, além daqueles em regime semiaberto e aberto, desde que atendam aos critérios estabelecidos no acordo. A proposta, que conta com o aval do Poder Judiciário, alia ressocialização, dignidade e benefício direto à coletividade, fortalecendo políticas públicas de reintegração social.

As adequações estruturais já foram realizadas na unidade prisional, incluindo a construção de cela específica, garantindo a separação dos custodiados selecionados para o trabalho externo do restante a massa carcerária, assegurando controle, organização e segurança.

Durante a assinatura do termo, o prefeito Dr. Leandro Fedossi ressaltou a dificuldade de suprir a demanda de mão de obra em determinados serviços públicos. “Temos semanalmente cerca de 150 vagas de emprego abertas na cidade, e enfrentamos dificuldade em conseguir trabalhadores em determinadas áreas, já que existe essa grande oferta de empregos. Esse convênio vem também para suprir essa necessidade”, explicou.

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Os internos atuarão em atividades como pintura, tapa-buracos, manutenção de vias, limpeza e cuidado de praças públicas, além de permitir que os reeducandos trabalhem, sirvam à cidade e realizem atividades em prol da sociedade. O prefeito também destacou que a parceria está diretamente ligada à reinserção social de pessoas privadas de liberdade, bem como ao aspecto econômico.

“Além do preso se sentir útil e reduzir sua pena, a iniciativa minimiza custos para o município em comparação à contratação convencional de mão de obra. A remuneração prevista para cada sentenciado será de três quartos de um salário mínimo nacional, além de transporte e fornecimento de uniforme, com pagamento realizado por meio do Conselho Comunitário de Segurança”, observou Dr. Leandro.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, ressaltou que o modelo já é adotado com sucesso, há alguns anos, em municípios como Coxim e Jateí, além de experiências em outras cidades com internos em regime semiaberto.

“O trabalho reflete diretamente no processo de ressocialização e as parcerias são muito importantes para que tudo seja desenvolvido, contribuindo diretamente para toda a sociedade”, disse.

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O diretor do Estabelecimento Penal de Nova Andradina, Rogério Capote, explicou que a seleção dos internos seguirá critérios rigorosos, priorizando a segurança e a disciplina.

“Para participar, o sentenciado precisa ter cumprido, no mínimo, um sexto da pena, apresentar bom comportamento e, preferencialmente, ter familiares residentes em Nova Andradina, o que reduz o risco de evasão e fortalece o vínculo social”, explicou.

Segundo o diretor, os internos selecionados não terão contato com o restante massa carcerária, permanecendo em alojamento separado e passando por controle rigoroso na saída e no retorno à unidade prisional. “Eles sairão pela manhã e, ao retornarem, passarão por procedimento de revista e acesso por equipamento de raio-x, seguindo diretamente para a cela específica. Não haverá contato com outros custodiados”, destacou.

Capote acrescentou ainda que haverá monitoramento diário dos trabalhos externos e a Prefeitura irá informar previamente os locais onde os internos atuarão, como praças e espaços públicos específicos.

Também estiveram presentes o secretário municipal de Educação, Cultura e Esporte, José Wagner Perigo; o diretor da Fundação de Esportes, Joari Martins; além da diretora de Assistência Penitenciária, Maria de Lourdes Delgado Alves; e a chefe da Divisão de Trabalho Prisional.

Comunicação Agepen

Fonte: Governo MS

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