Faltando 15 dias para a 9ª Festa do Queijo, produtores da região e a Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco intensificam os preparativos para um dos eventos mais aguardados do distrito. Só a produção dos alunos deve alcançar mil peças em dois dias, essa quantidade se soma aos queijos levados por produtores locais, ampliando ainda mais a oferta para o público.
Na escola agrícola, o movimento na cozinha experimental acompanha esse ritmo. Por lá, alunos do 6º ao 9º ano participam diretamente da produção dos queijos que estarão entre as opções disponíveis durante a festa. Mais do que aprendizado, é a oportunidade de ver o próprio trabalho dividir espaço com produtores experientes e chegar ao público.
“São cerca de 120 alunos envolvidos em algum momento desse ciclo, desde o manejo até a produção. E agora eles já entram nesse ritmo pensando na festa, no que vai ser vendido lá”, explica o diretor Francisley Galdino.
Na prática, o conteúdo das aulas se transforma em experiência. Aluna do 8º ano, Isabelly Vitória Marques, de 13 anos, acompanha de perto cada etapa. “A gente aprende primeiro na teoria e depois vai para a cozinha fazer. Quando o queijo fica pronto, dá uma sensação muito boa”, conta.

A organização da produção também faz parte do aprendizado. Como nem todos cabem na cozinha ao mesmo tempo, as turmas se dividem para garantir que ninguém fique de fora. “A gente vai revezando, assim todo mundo participa de tudo. É legal porque cada etapa é diferente, e no final dá para ver o resultado”, diz Maria Fernanda Souza, de 14 anos.
Do leite recém ordenhado até o queijo pronto, cada detalhe é acompanhado de perto. “Durante a prática, a gente entende a importância de todas as etapas da produção, e a necessidade de mantermos a qualidade no produto”, explica Revelino Fellete Júnior, de 12 anos.
E quem passar pela festa vai encontrar uma variedade que vai além da produção da escola. Produtores da região levam diferentes tipos de queijo, frescos, meia-cura, curados e requeijão, além de outros itens artesanais como doces de leite, compotas, xaropes, azeites e vinagres, ampliando a experiência de quem visita o evento.
Além do aprendizado técnico, os alunos também têm contato com noções de comercialização. Segundo a professora de práticas agrícolas e zootécnicas, Críssia Fernanda Tapeti, esse é um dos momentos mais importantes. “Eles começam a entender o valor do produto, porque ele é vendido por determinado preço e o que está por trás disso. É um aprendizado que leva para a vida”, afirma.
Neste ano, a Festa do Queijo chega à sua 9ª edição com uma novidade: será realizada em dois dias, 08 e 09 de maio, em frente à escola agrícola. A expectativa é de grande movimento, impulsionado pela diversidade de produtores, pela variedade de produtos e pelo envolvimento da comunidade.
Para quem passar por Rochedinho, fica o convite: experimentar sabores produzidos ali mesmo, conhecer histórias por trás de cada peça e aproveitar um evento que mistura tradição, aprendizado e produção local.

#ParaTodosVerem: A imagem em destaque mostra queijos meia-cura produzidos pela Escola Municípal Agrícola Barão do Rio Branco























