Proposta por Jean, audiência sobre clima teve até Zé Gotinha

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Ocorreu na última sexta-feira (9) a audiência “Crise climática e seus impactos em Campo Grande”, organizada pelo vereador Jean Ferreira (PT). O evento, ocorrido na Câmara Municipal, contou com a presença de pesquisadores e teve, ao final, a visita do personagem Zé Gotinha como divulgação da campanha de vacinação na capital.

A mesa foi conduzida pelo vereador Jean, que além de propor o evento, é presidente da Comissão de Meio Ambiente. Pela Câmara, também participaram da mesa os vereadores Luiza Ribeiro (PT) e Maicon Nogueira (PP), que também integram a comissão.

Integraram a mesa, como convidados, a professora Dra. Maria Helena da Silva Andrade, o professor Dr. Ariel Ortiz Gomes, a professora Dra. Lívia Gaigher e o professor Dr. Widinei Alves Fernandes, da UFMS; a juíza federal e professora Dra. Raquel Domingues do Amaral, da UCDB; a arquiteta e urbanista Neila Janes Vieira, da Secretaria Municipal de Planejamento; e Enéas Netto, coordenador de Proteção e Defesa Civil de Campo Grande.

Também falaram na tribuna o vereador Maicon Nogueira; Enilda Lemos, conselheira regional do Serviço Social de Mato Grosso do Sul; Terezinha de Jesus, coordenadora-geral do Fórum de Usuários do SUS; Sílvia Rahe, da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana; Raquel Alves, da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira; Ronaldo Costa Souza, superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul.

Zé Gotinha

O mascote das campanhas de vacinação no Brasil, Zé Gotinha, também participou da audiência e se sentou à mesa que conduziu o encontro. A Dra. Sílvia Uehara, da Superintendência do Ministério da Saúde, anunciou a campanha de vacinação contra a Influenza, que ocorreu no fim de semana.

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A pedido de Jean Ferreira, o Dr. Ronaldo Costa Souza utilizou o momento para explicar a origem do Zé Gotinha. O personagem foi criado pelo artista plástico Darlan Rosa, em 1986, como forma de incentivar a vacinação infantil. A vacina Sabin, famosa “gotinha”, era utilizada em duas doses para prevenção à poliomielite. Com o avanço das pesquisas, ela foi substituída no Brasil pela vacina VIP, injetável, de dose única. A Sabin utiliza o vírus atenuado (enfraquecido), enquanto a VIP usa o vírus morto.

Falas de participantes

A professora Maria Helena da Silva Andrade explicou que o clima de Campo Grande, que se localiza no bioma Cerrado, tem mudado de tropical para sub-semiárido, o que gera impactos sem precedentes. “Se a gente não mexer nas legislações, pouco vai avançar”, destacou.

O professor Ariel Ortiz Gomes apresentou um painel sobre o estado do conhecimento sobre as mudanças climáticas. O pesquisador, que atua na área de recursos hídricos, trouxe dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organismo das Nações Unidas. “O maior desafio é dos municípios se prepararem”, apontou Ortiz.

O professor Widinei Alves Fernandes falou sobre pesquisas do Laboratório de Ciências Atmosféricas, do qual faz parte, que estuda a qualidade do tempo e do clima em Campo Grande e em Mato Grosso do Sul. Ele destacou o impacto que os poluentes atmosféricos causam na saúde humana, como casos de problemas cardíacos, doenças respiratórias e câncer.

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A professora Lívia Gaigher lembrou que o enfrentamento à crise climática exige um novo modelo de produção, consumo e economia que se guie pela sustentabilidade. Gaigher apontou as nove resoluções da ONU sobre a harmonia com a natureza. “Existe uma relação de interdependência entre os seres humanos e a natureza”, declarou.

A juíza federal Raquel Domingues do Amaral ressaltou, em sua fala, que Campo Grande pode entrar em processo de desertificação nas próximas décadas. Ela lembrou que os biomas são interconectados, de modo que o desmatamento na Amazônia tem impactos no país todo, especialmente na região Centro-Oeste. Raquel também falou sobre a necessidade de preservação dos córregos Prosa e Segredo.

A arquiteta Neila Janes Vieira destacou a importância de políticas municipais de mitigação dos impactos ambientais. “É no município que as pessoas vivem”, destacou. Neila apontou que os problemas não são apenas de gestão, mas estruturais. “A cidade é um ecossistema”, afirmou.

O coordenador de Proteção e Defesa Civil, Enéas Netto, falou sobre a necessidade de se repensar o Plano Diretor e, sobretudo, de combater a gentrificação. Enéas destacou que os novos conjuntos habitacionais precisam ser planejados de forma que se leve em conta questões hídricas, climáticas e de ocupação do espaço.

A audiência pode ser assistida na íntegra clicando aqui.

Foto: Danilo Gonçalves
Assessoria de Imprensa do Vereador

Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande MS

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